Blog do PAULO MELO

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Cardozo rebate críticas de Campos e Aécio à segurança

"Acho que as críticas são mais por razões eleitorais do que por convicção, porque ele sabe que não foi assim quando ele foi governador", concluiu

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, rebateu nesta quarta-feira, 04, as críticas feitas pelos dois principais adversários da presidente Dilma Rousseff (PT), pré-candidata à reeleição, no pleito deste ano na área de segurança pública. Cardozo classificou as declarações do ex-governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos - que ontem apontou que o governo federal era "omisso" e disse que não se pode dar atenção ao tema apenas nos grandes eventos internacionais -, de "injustas" e carregadas de razões "eleitoreiras".


"Ele próprio (Campos) me recebeu várias vezes para discutir o programa de segurança", contra-atacou o ministro da Justiça, referindo-se ao período em que o pré-candidato do PSB a presidente esteve à frente do governo de Pernambuco e era aliado de Dilma. "E nós o apoiamos." Cardozo apontou ainda que a administração federal enviou as Forças Armadas para garantir a segurança durante uma greve da Polícia Militar (PM) no Estado. "Acho que as críticas são mais por razões eleitorais do que por convicção, porque ele sabe que não foi assim quando ele foi governador", concluiu.

Também coube a Cardozo blindar a gestão federal de artilharia lançada pelo pré-candidato a presidente Aécio Neves, que também acusou uma "omissão criminosa" na política de Segurança Pública do País. Em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo" nesta quarta-feira, Cardozo reagiu e, referindo-se a Aécio, disse que "quem não tem argumentos manipula dados". "Eu gostaria de fazer debate sobre Segurança Pública de alto nível, mas as críticas feitas pelo senador são críticas rasteiras e superficiais, que demonstram ausência de proposta e erro nas críticas", afirmou.

Sobre as acusações de que o Poder Executivo federal não tem plano de segurança para o Brasil, o ministro rebateu afirmando que "é uma pena" que Aécio não saiba que o "plano-piloto deste programa está em Alagoas, Estado mais violento do País, governado pelo PSDB". Cardozo disse ainda que o governador Teotônio Vilela (PSDB) "agradece a parceria com o governo federal que permitiu a queda da violência local em 21%". O ministro ironizou: "Se o senador Aécio estivesse no Senado nas inúmeras vezes que estive lá falando sobre o programa de Segurança Pública, poderíamos ter debatido o tema. Talvez, ele não saiba o que está sendo feito pelo governo federal porque não estava lá".

Retirar amígdalas não é primeira opção para tratamento de inflamações

No entanto, há casos em que nem medicamentos anulam necessidade da cirurgia

ESCRITO POR:Samanta Dall'Agnese - Otorrinolaringologia

A cirurgia das amígdalas teve uma queda expressiva nas indicações nas últimas décadas, mas ainda é muito comum. O avanço dos antibióticos, cada vez melhores, permitiu que as infecções, que eram a maior indicação para cirurgia, fossem tratadas com medicação. Atualmente, são os distúrbios respiratórios que levam a maior parte dos pacientes a realizar a cirurgia. 

 A cirurgia é normalmente indicada quando as amígdalas acarretam algum prejuízo para o paciente (respiração, sono, alimentação, fala) ou quando as infecções se tornam frequentes. 

 Amígdalas palatinas hipertrofiadas, principalmente se associadas com aumento da adenoide, podem levar à respiração oral, que não é o ideal. Quando isto acontece em crianças, a face não se desenvolve adequadamente e os dentes crescem mal posicionados pois a respiração nasal influencia no crescimento da face. As amígdalas hipertrofiadas também podem causar um desconforto no sono, levando à síndrome da apneia do sono. Nesta síndrome, a pessoa faz um grande esforço para respirar enquanto dorme, o que se reflete em um sono de má qualidade e, no dia-a-dia, redução de concentração e de memória. Em alguns casos mais graves, a hipertrofia das amígdalas pode chegar ao ponto de causar uma obstrução mecânica à passagem de alimentos. Um sinal de que a criança pode sofrer deste problema é quando ela passa a preferir alimentos líquidos e pastosos e não consegue ganhar peso. 

As principais contraindicações à cirurgia são anemias e alterações da coagulação.
 Quando as infecções nas amígdalas se tornam frequentes, a cirurgia também pode ser a solução, dependendo da frequência com que ocorrem e do prejuízo que elas causam ao paciente. Neste sentido, a cirurgia pode ser indicada se a criança perde vários dias de escola ao ano por conta de amigdalites. Existe uma situação chamada amigdalite caseosa, que normalmente afeta adultos, em que as amígdalas acumulam o caseum, ?bolinhas brancas? formadas por restos de alimentos, saliva e células. O caseum leva ao mau hálito, que, se levar a grande incômodo, pode ser resolvido com cirurgia. Em alguns casos de infecção mais graves, como um abscesso periamigdaliano, que é uma coleção de pus que se desenvolve a partir de uma amigdalite, a cirurgia é indicada mesmo com poucos episódios infecciosos. 

 As principais contraindicações à cirurgia são anemias e alterações da coagulação. Como existe o risco de sangramento durante a cirurgia, pode haver uma piora da anemia. Já as alterações de coagulação podem aumentar as chances de sangramento. Cada caso deve ser avaliado de forma individualizada, buscando-se a causa do distúrbio e tratamento adequado. Uma vez corrigida a alteração, a cirurgia pode ser realizada.  

 Outra contraindicação mais rara é a fissura submucosa. Nesta situação, o palato ("céu-da-boca") apresenta uma fissura no meio. O paciente pode não ter sintomas e, quando passar por avaliação, nem sempre sabe do problema. O diagnóstico é importante porque no pós-operatório o paciente pode apresentar saída de alimentos pelo nariz por uma disfunção do palato em se movimentar e fechar a comunicação que existe entre as cavidades oral e nasal. Este problema em geral é revertido após algumas semanas, mas pode persistir por mais tempo e dificultar a alimentação. 

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 Não existe idade mínima para realizar a cirurgia, o que importa é uma correta indicação. Porém, se a criança for muito nova, a adenoide, estrutura que se localiza atrás do nariz e que é frequentemente retirada junto com as amígdalas palatinas, pode voltar a crescer. Se voltar a apresentar desconforto para respirar e sensação de nariz entupido, uma nova cirurgia poderá ser necessária.

 Muitos pacientes generalizam dores de garganta atribuindo a problemas nas amígdalas. Certas doenças tem sintomas muito parecidos, mas exigem tratamentos muito diferentes. As amigdalites em geral tem curta duração. Quadros de dor de garganta recorrente podem também estar associados ao refluxo gastroesofágico. Apenas uma consulta com um especialista poderá indicar o melhor tratamento, considerando as particularidades de cada pessoa. Durante a avaliação, o especialista deve fornecer orientações sobre riscos e benefícios de cada tratamento, baseando-se nas diretrizes estabelecidas pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia.

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