Blog do PAULO MELO

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Congresso devolve mandato presidencial a Jango

O Congresso Nacional realiza, nesta quarta-feira (18), sessão solene para devolver simbolicamente o mandato presidencial de João Goulart. Foram convidados para participar do evento a presidente da República, Dilma Rousseff, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, além de ministros de Estado e dos tribunais superiores.
No fim de novembro, os parlamentares anularam a sessão de 2 de abril de 1964 que declarou vaga a Presidência da República, tornando possível o afastamento de Jango do poder. O argumento usado à época foi que o presidente havia fugido do Brasil.
A partir daquela data até a eleição de Tancredo Neves pelo colégio eleitoral, em 1985, os militares nomearam os presidentes da República. Entre outras medidas arbitrárias, a ditadura também extinguiu partidos políticos, acabou com as eleições diretas para governadores e prefeitos de capitais e usou contra os seus opositores armas que iam de cassações de direitos políticos ou aposentadorias compulsórias até prisões, tortura e execuções.
Jango morreu em 6 de dezembro de 1976 em sua fazenda em Mercedes, na Argentina. Ele sofria de problemas cardíacos, no entanto, nenhuma autópsia foi realizada. Desde a morte do ex-presidente várias hipóteses foram levantadas, a principal delas foi o depoimento dado pelo ex-espião uruguaio Mario Neira Barreiro ao filho de Jango, João Vicente Goulart, em 2006.
Preso por crimes comuns, ele cumpria pena em uma Penitenciária de Charqueadas, no Rio Grande do Sul. Disse que espionava Jango e que participou de um complô para introduzir uma substância mortal nos medicamentos que o ex-presidente tomava.
Por isso, em 2007, a família de Jango solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) a reabertura das investigações. O pedido de exumação foi aceito em maio deste ano pela Comissão Nacional da Verdade (CNV).
No dia 13 de novembro de 2013, os restos mortais do ex-presidente João Goulart foram exumados do cemitério de São Borja (RS) e encaminhados para perícia da Polícia Federal em Brasília. Os resultado do exame com as reais causas da morte do ex-presidente devem ser conhecidos em seis meses.

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