Blog do PAULO MELO

terça-feira, 9 de julho de 2013

Olgamir debate temática do alcoolismo entre mulheres

No último sábado, dia 6, o grupo Alcoólicos Anônimos de Planaltina-DF completou seis anos de fundação e reuniu líderes de diversos setores da sociedade para debater a temática.

A secretária de Estado da Mulher do Distrito Federal, Olgamir Amancia Ferreira, participou do encontro para falar sobre o aumento de casos de alcoolismo no ambiente feminino. O álcool é considerado uma das drogas que mais traz danos à sociedade, principalmente por ser uma droga de fácil acesso e baixo custo. Estima-se que 15% da população brasileira é dependente do álcool e que este é responsável por mais de 90% das internações hospitalares por dependência.

“Até algumas décadas atrás, o início e o aumento do consumo de álcool entre as mulheres era, em geral, mais tardio. Hoje, o consumo se aproxima cada vez mais do padrão masculino. O perfil atual é o de uma mulher entre 18 e 25 anos, e que bebe ou começa a beber pelas suas relações sociais ou profissionais. Outro dado importante é que o uso abusivo do álcool é geralmente em casa, de forma isolada”, expôs a secretária Olgamir Amancia.

De acordo com o "I Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira", o número de mulheres dependentes do álcool aumentou nas últimas décadas. A pesquisa investigou, em detalhes, como o brasileiro bebe e mostrou que, em duas décadas, a proporção de mulheres entre a população alcoólatra passou de 10% para 30%.

A pesquisa aponta, ainda, que 23% dos brasileiros (homens e mulheres) bebem frequentemente e pesado. Entre as mulheres, 17% bebem mais de quatro doses - considerado abusivo - e 63%, menos de duas. A pesquisa, feita pelo Conselho Nacional Antidrogas, em parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas e a Universidade Federal de São Paulo, revelou também que 12% da população têm algum problema com o álcool.

Embora o índice de alcoolismo seja menor entre as mulheres, sabe-se que o impacto na saúde física delas acontece com doses mais baixas do que as toleradas pelos homens. As consequências podem ir desde lesões no fígado até problemas ginecológicos, como menstruação ausente, abortos espontâneos e até mesmo problemas de infertilidade. As mulheres que abusam do álcool têm mais problemas de memória visual, raciocínio e solução de problemas.

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